A GRANDE MUDANÇA
Excertos das canalizações de Tom Keyon com os Hathores

 

Capítulo treze ))) O PODER DO SOM

A REVOLUÇÃO CANTADA

Ouvi recentemente a história fascinante de um documentário intitulado The Singing Revolution [A Revolução Cantada]. Essa revolução foi um movimento estratégico em favor da não violência, empreendido pelos estonianos para acabar com décadas de ocupação soviética. Os estonianos entenderam que, enquanto eles não provocassem nenhum derramamento de sangue, o governo soviético (Gorbatchev na época) não poderia enviar tanques para acabar com suas manifestações. E, portanto, o povo resolveu cantar. A certa altura, um milhão de estonianos estava cantando ao mesmo tempo. Parece-me inacreditável que um ato tão simples como o de cantar pudesse ter tal efeito! Sei que a cantoria não foi o único fator responsável, mas parece ter sido muito importante.

Como pode o som ter um efeito tão poderoso sobre uma situação? O que acontece no nível vibratório?

Não vamos comentar o evento específico ocorrido na Estônia, mas sim os princípios sonoros relacionados a uma situação como aquela.

Para começar, a voz humana tem uma capacidade inata de expressar emoções, pensamentos e energias sutis. Quando a voz vem acompanhada de intenção, o som ganha um poder que por si só não tem.

Quando duas ou mais pessoas se reúnem, elas produzem o que é chamado em termos alquímicos de terceira força, cujo significado é a presença de uma terceira energia por trás dos indivíduos. É a “junção” dos “poderes da intencionalidade” gerados por cada uma das pessoas. Portanto, se há um grupo de centenas ou milhares de pessoas entoando uma canção conhecida por cada uma delas, com uma mesma intenção, muitos fenômenos podem ocorrer (…).

Vamos examinar o fenômeno a partir de três aspectos.

Em primeiro lugar, a terceira força. Ela é como um indivíduo desprovido de corpo; é um fenômeno energético. É criado pela intencionalidade e pelos sons, as canções entoadas pelas pessoas individualmente. Mas a terceira força é uma reunião coletiva de energia e tem uma força palpável que afeta os indivíduos de maneiras singulares. Ela pode transmitir coragem, força e determinação. Mas pode também, dependendo da intenção que há por trás dela, fazer um coração fechado se abrir como que numa explosão. (…)

O segundo aspecto desse fenômeno tem a ver com física interdimensional e é resultado da interação da terceira força com uma probabilidade futura. Essa é uma questão um tanto quanto enigmática e nós vamos tentar simplificá-la. Se os soldados são enviados para um determinado lugar com o propósito de atacar, uma probabilidade avança a linha do tempo para um futuro próximo onde é mais provável que tal evento possa ocorrer.

Por causa da natureza da terceira força, que é paradoxalmente criada dentro dos limites do tempo, neste caso por aqueles que estavam entoando a canção, ela própria opera fora do tempo. Como a intenção não era violenta, a probabilidade avançaria a linha do tempo e iria ao encontro da probabilidade de ataque pelos soldados. As duas intenções iteragiriam criativamente num vórtice de energia interdimensional, algo que a ciência humana está apenas começando a entender.

O terceiro aspecto está relacionado com o que chamaríamos de eu supremo de cada pessoa. Esse aspecto está “fora” do tempo e do espaço, mas pode influenciar diretamente os eventos que ocorrem no tempo e no espaço. Esse aspecto superior do eu entra em cena quando a pessoa está em estado de amor, compaixão e não violência. É um outro nível de vibração da consciência. Caso uma pessoa estivesse sozinha diante dos tanques, o efeito não seria o mesmo. É apenas quando centenas estão reunidas com uma mesma intenção de compaixão e não violência que suas expressões mais elevadas se manifestam.

(…) O ponto essencial é que seria uma atitude individual de cada soldado depor suas armas para permitir que a terceira força e as expressões mais elevadas do eu o afetassem. E seria um momento criativo no tempo em que uma canção, uma vibração sonora, entoada com intenção, especificamente a intenção de não violência e compaixão, poderia transformar uma probabilidade de catástrofe em manifestação jubilosa do espírito humano.

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